Por vezes penso em amigos perdidos. Sinto-os como espinhos que se me atravessam na garganta, como lágrimas que gelaram antes de escorrer.
E então lembro-me do que um amigo é e do que não é um amigo. Um amigo é amigo sempre, não é só quando precisa de nós ou quando nós precisamos dele. É aquela pessoa a quem se liga só para dizer olá, só para lhe ouvir a voz; com quem se vai almoçar para por a conversa em dia, para aproveitar a companhia; é aquele que te compreende com um só olhar, que lê nas entrelinhas de um sorriso triste, que ouve entre os soluços o silêncio que nos vai na alma.
E aí relembro que não vale a pena sofrer, porque não existe tal coisa como amigos perdidos. Amigo que é amigo não se perde, nunca, nem se esquece.
Então, os espinhos como que desaparecem, sem deixar rasto, e o gelo estilhaça sem deixar qualquer marca.
Para mim, um amigo é aquele que te compreende com um olhar, que te anima sem palavras e que, com um simples gesto, faz tudo valer a pena.
Sunday, January 6, 2008
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment